Invenção
Um dia menino pediu
À moça branca como a neve que partia
“Me leva”
Mas se acaso não possa
Me carregar pela mão
Me leva no coração...
Se no coração não possa
Me leva no seu lembrar...
E se aí também não possa
Por tanta coisa no pensamento
Me leva no esquecimento
E partiu...
Após partida fez-se noite em seu viver
É forte, mas às vezes chora
É forte, mas às vezes chora
Sua casa não é sua e nem é seu este lugar
Está só, mas às vezes não resiste, tanto tem prá falar
Está só, mas às vezes não resiste, tanto tem prá falar
Resta a poesia, o sonho
Vida é constante sonhar
Vida é constante sonhar
Mas seu caminho é de pedras, como pode sonhar
Vai seguindo pela vida se esquecendo de amar
Não quer a morte, prefere a luta como viver
Não quer amar de novo, sente medo de sofrer
Quase não sonha, hoje faz com seu braço o seu viver
Vai seguindo pela vida se esquecendo de amar
Não quer a morte, prefere a luta como viver
Não quer amar de novo, sente medo de sofrer
Quase não sonha, hoje faz com seu braço o seu viver
Prefere entender toda história de amor como mentira
Amor é só uma fuga que sua vaidade quer
Por isso inventa o amor
Pra se convencer que ainda vive
E em toda despedida se convençe
Que o amor nunca existiu
Amor é só uma fuga que sua vaidade quer
Por isso inventa o amor
Pra se convencer que ainda vive
E em toda despedida se convençe
Que o amor nunca existiu
Mas a vida pede sonho
Resta a invenção do amor
Resta crer que o amor a gente inventa... Inventa??
Resta crer que o amor a gente inventa... Inventa??
(Cazuza, Milton, Ferreira e eu)
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