26 de dez. de 2010

A cara de 2011

Quando queremos expressar nossos sentimentos acabamos nos descobrindo nos poetas. Sabemos que não existem bons ou maus poetas. O que existem são pessoas ranzinzas que se intitulam experts em matéria de poemas. São eles que dizem se um poema, e seu autor também, é ou não de qualidade, desconsiderando que a poesia é um estado de espírito, que está em todo lugar onde haja gente.
Portanto, quem sabe se um poema é bom ou não é a pessoa que descobre nas palavras d@ poeta a melhor expressão daquilo que está sentindo. Neste caso, minha expressão é sobre o que andei fazendo e sobre aquilo que ardentemente desejo para meus amigos nesta entrada de mais uma fatia da vida que nos propomos a digerir nos próximos 360 dias.
Socorro-me dos poetas  por buscar a beleza formalizando as idéias e também por certo pudor e confessada inabilidade com a lida das palavras.
Entendo que os poetas proclamam nossos sentimentos e nossas emoções, para os que, embora poucos... talvez um, se importam em lê-los.
- Ai de ti se leres apenas por consideração... não, isto não é uma ameça, pois não tenho esse poder, é apenas uma referência ao terrível sentimento do tédio que sentimos ao lerum texto apenas por "consideração".
Então nessa mudança para um novo ano, na verdade a caminhada continua inexoravelmente em sentido único e semre para frente... para frente, acho apropriado me expor tanto atavés das idéias de Shakespeare e de Mário Quintana, uma vez que ambos vieram do povo e ambos dizem a mesma coisa sobre a vida como ela é:
"...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: 'Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...' Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquel@ amig@ faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras..."
Fica aqui, prezad@ amig@, meu desejo de que, conformada ou desafiadoramente, tenhas uma feliz caminhada, tenhas um belo 2011, com o brilho da tua ousadia em tudo que fizeres no ano que logo se inicia, afinal nossas vidas, todos os anos, têm sempre a nossa cara.
DJBG
25 dez 2010

12 de dez. de 2010

De saudade e de gente

Dizem q saudade dói
Q saudade mata
O q sei é que saudade só gente sente
Q saudade é vontade de estar com outra gente
Gente q faz bem prá gente
Q tbm deseja estar com a gente

Ai, que saudade de ti meu coração já sente
Agora sei o que é saudade
É um aperto bom como o teu abraço na gente
Não é dor pungente a saudade q meu coração sente
É prazer q brota de mim alegremente

Ah gente, saudade não mata
A gente é que mata a saudade
Q bom matar saudade de ti
Pensando, escrevendo versinhos, descompromissadamente
Desejando coisa boa urgente
Neste ano vigente
Neste Natal que já se sente
No ano que vem nascente
Isto é para ti que és gente... gente como a gente.
DJBG 10/12/10

5 de dez. de 2010

FUNÇÃO DA ESCOLA


A instituição "escola" é criação nova na história[1]. Há grupos sociais que não vivem sob o império da escrita, não atribuindo à escola importância maior que a lida pela subsistência. Não estou falando de sociedades sociais pré-colombianas. Refiro-me a grupos sociais da sociedade brasileira do século XXI. Nesses grupos, trabalhadores rurais e urbanos do nosso Brasil não regem suas condutas por contratos escritos. O que vale são contratos baseados na palavra empenhada, "no fio de cabelo do bigode" como dizia meu avô que era analfabeto funcional e trabalhava na lavoura, ou no “toma lá dá cá” das práticas de algumas feiras do nordeste brasileiro onde o escambo é a base de seus negócios. Para esses grupos, a escola é tão importante em seus cotidianos quanto as fases da lua o são para o cidadão pós-moderno.
A escola é produto da nossa carência do conhecimento sobre a vida, ou de nosso inacabamento como seres humanos, como disse Paulo Freire. Esta consciência fez com que criássemos a instituição “escola”, dentre outros elementos culturais, para melhor compreendermos a realidade. A escola como constructo social tem como fim explicar e questionar a realidade às novas gerações a fim de que não sofram as mesmas dores do partejamento das construções conceituais pelas quais passaram gerações passadas ao mesmo tempo se propõe a apresentar  novas soluções para antigos problemas.
Contudo, ao longo do tempo, esta função social da escola vem sendo anuviada. Os mecanismos metodológicos criados com intenção de facilitar a aprendizagem das crianças, dos jovens e dos adultos foram se tornando tão importantes nas escolas e nas práticas dos professores que uma perigosa inversão começou a se operar: o método tomou lugar do objetivo, o particular substituiu o geral, o ensino passou a ser o principal em detrimento da aprendizagem e o ensino de conteúdos substituiu o ensino do como pensar.
Assim, nós pedagogos atuamos diariamnete preocupados em cumprir um “programa” onde uma série de “conteúdos” tem que ser ensinados, valorizando, sem muitas vezes percebermos, a memorização e a cópia, deixando de lado alguns conteúdos que considero essenciais para que a escola cumpra seu papel social: a alfabetização emocional que possibilita aliança equilibrada entre a emoção e a razão; o ensino de conteúdos atitudinais que valorizam a diversidade; a aprendizagem de conteúdos estéticos que valorizam a criatividade; e a aprendizagem da diferença entre o mundo natural e o mundo social para que suas ações promovam crescimento com respeito à natureza e à dignidade do ser humano.
Ao ensinar ortografia, por exemplo, nos esquecemos que o objetivo desse ensino é proporcionar uma aprendizagem através de procedimentos metodológicos que só se justificam por facilitarem a leitura e a produção textual. Se o ensino de ortografia se justifica por preparar o estudante para ler bem e escrever bem, minha opinião é que a aprendizagem dos conteúdos ortográficos ocorra concomitantemente com leituras e produções textuais constantes, afinal não é caminhando que se aprende a andar? não é falando que se aprende a falar? então é lendo e escrevendo que se apende a ler e a escrever.
Penso que nós pedagogos poderíamos selecionar e apresentar, considerando a realidade de nossos alunos, textos apropriados que despertem o prazer, a curiosidade e a utilidade da leitura. Assim, a aprendizagem do uso do "J" e do "G", por exemplo, aconteceria no exercício da leitura e da produção textual. Aprendemos ortografia não porque nos fizeram decorar regras, mas porque lemos a grafia correta e porque buscamos escrever corretamente, fazendo uso de várias ferramentas que a escola põe a nossa disposição como dicionários, gramáticas, livros didáticos e, é claro, bons professores.
Considero que o ensino de ortografia não deve descartar a informática nas leituras e nas produções textuais, pois esta ação é tipicamente interdisciplinar e possibilita a realização de uma das funções da escola que é possibilitar, especialmente aos alunos pobres, o acesso à produtos tecnológicos e culturais não acessíveis no cotidiano desses alunos. Como exemplo do que digo convido à (auto)reflexão do quanto nós, oriundos de classes sociais baixas, aprendemos na escola e no trabalho fazendo uso de instrumentos que não dispomos em casa e o fazemos não de forma paralela ao trabalho e aos estudos, mas de forma integrada, contextualizada com as demandas diárias.
Finalizando, não podemos perder de vista a idéia de que ao criar métods a escola , fazendo uso da razão, busca facilitar a aprendizagem, não se justificando de forma alguma o desfoque do objetivo principal que é promover aprendizagem buscando viver, vivendo bem; buscando construir caminhos, caminhando; enfim, não preparando para a vida, mas vivendo a própria vida que acontece em todos lugares, inclusive na escola.
Boa Vista-RR, 5/12/2010


[1] No Brasil, sabemos que foi o padre jesuíta Manuel da Nóbrega o fundador da primeira escola brasileira em Salvador, no ano de 1549 seguida pelo colégio jesuíta da Vila de Piratininga no litoral do atual estado de São Paulo em 1554.

20 de nov. de 2010

PEQUENAÇÃO

PEQUENAÇÃO

Esperança é minha pequena ação
É minha salvação
Motivo para viver, meu cazuzar

Minha espera cultiva arbustos silvestres... sem nomes
Fartos em quintais abandonados e nas frestas das calçadas urbanas maltratadas
São belos e quase imperceptíveis
Comuns, não repousam nas vitrines dos shoppings
Frorem e resistem... resistem e florem corados como Coralina
Despretenciosos de aplausos que sabem jamais virão
Indiferentes aos holofotes que valorizam o que tem valor econômico

Meus arbustos silvestres são minha esperança dinâmica
Imperceptíveis ao vasto mundo de muitos Raimundos
Concretização de mundo melhor
Ação pequena, minha pequenação

Hoje desejo o convívio com gente despretensiosa
Que nunca se acharam príncipes na vida
Não é, Fernando?
Aquelas que ainda acham graça em ouvir bem-te-vis
Ainda cultivam minutos de silêncio
Não pretendem controlar o mundo...
Apenas vivem... como arbustos silvestres
Belos e simples, apenas pequenando no vasto mundo de Drumond
DJBG
20 NOV2010

15 de nov. de 2010

PALAVRAS DA EQUIPE PROEG (1) AO PROFESSOR DA UFRR

Vivemos um período em que todos afirmam, com muita propriedade, ser a educação o componente humano fundamental para a construção de uma sociedade melhor. Nestes dias pré-elitorais, por exemplo, políticos, eleitores, bem como profissionais das mais diversas áreas mostram-se convictos de que a educação é a base para o desenvolvimento da sociedade moderna. Sem educação, dizem todos, não é possível fazermos frente aos conflitos identificáveis facilmente em nosso cotidiano, típicos da modernidade.
A partir do entendimento desses conflitos, quer como resultado de interesses bem definidos por parte de diferentes grupos no interior da sociedade, quer como resultado de anomalia sócial, é que nós, educadores profissionais que somos, definimos o que é educação, porque devemos educar, para que e como educar.
No mês de outubro nos acostumamos a dizer que o dia 15 é o “Dia do Professor”. É uma forma que a sociedade desenvolveu para expressar o reconhecimento da importância do profissional “Professor” em todos os seus segmentos.
Unindo-se a esta justa manifestação, a equipe PROEG parabeniza todos os professores da UFRR por essa data e, numa forma de homenageá-lo, promove algumas ações ao longo do mês de outubro para homenagear a você professor da UFRR. Uma delas é a reserva do espaço destinado neste site à publicação de artigos, resenhas, crônicas, relatos de experiência para seu uso exclusivo, professor da UFRR, ao longo do mês de outubro para que possa compartilhar com a comunidade universitária e o público em geral suas idéias, suas vivências e seus sonhos no âmbito da docência acadêmica.
Assim, a Equipe PROEG sugere uma série temas educacionais que poderão ser abordados por todos os que se dispuserem a refletir sobre o ato de educar, seus princípios, meios e finalidades. Feliz todo dia, professor!
(1) Ednalva, Deuzivaldo, Nayara, Vacelene, Maria Lúcia, Samuel, Ana Paula, Sandra Vanessa e Antônio César.

17 de set. de 2010

PROJETO ACELERAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM BARCARENA-PA

Resumo expandido apresentado no II Seminário de Educação Inclusiva na UFRR

1. Introdução
Este trabalho tem como base o relatório de pesquisa, pré-requisito para obtenção do título de Especialista em Psicopedagogia Institucional pelos seus autores. A pesquisa “Olhar Psicopedagógico ao Projeto Aceleração da Aprendizagem em Barcarena-PA” tomou como situação problema o fato de muitos alunos de ensino fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Barcarena (SEMED) serem reprovados anos seguidos, sob a justificativa de serem “alunos com problemas de aprendizagem”. Ao participarem do Projeto Aceleração da Aprendizagem (PAA), a maioria desses alunos obteve elevado aproveitamento.
A pesquisa inclui-se no eixo temático “Inclusão e escola tendo atuado como ação inclusiva, já que foi pensado, segundo OLIVEIRA (1998), para alunos com “baixo nível de auto-estima” e alta “resiliência”, isto é, capacidade de pessoas que foram “submetidas a elevadas doses de privações, frustrações e dificuldades, mas continuam a tentar”. (p.70)
A pesquisa partiu das seguintes questões norteadoras: 1) porque as avaliações de muitos alunos foram satisfatórias no PAA e insatisfatórias nas turmas convencionais?; 2) qual a concepção de aprendizagem nas práticas docentes do PAA?; 3) que relações estabeleceram professores e alunos nas turmas do PAA?; 4) quais saberes foram construídos pelos alunos no PAA?
Assim estabelecemos os objetivos da pesquisa: 1) identificar a concepção de aprendizagem dos docentes do PAA; 2) relacionar afetividade com os saberes construídos pelos discentes.

2. Referencial teórico
Adotamos como referencial teórico concepções de do educador Paulo Freire (1), de psicólogo Lev Vygotsky (2), do psicólogo Henri Wallon (3) e do epistemólogo Jean Piaget (4).
3 Metodologia
Optamos por realizar um estudo de caso, numa abordagem qualitativa, com os seguintes instrumentos de coleta de dados: 1) entrevistas semi-estruturadas aplicadas a professoras, alunos e pais/responsáveis envolvidos no PAA; 2) análise documental dos relatórios anuais da coordenação do PAA, dos livros “do estudante” produzidos pelo PAA e do livro “Pedagogia do Sucesso” com a proposta de ação do PAA.

4 Resultados
À pesquisa identificou a concepção de aprendizagem dos docentes do PAA como “eclética e pragmática”, não se atendo a delimitações conceituais específicas. A metodologia no PAA buscava resultados práticos visando alcançar objetivos estabelecidos nas unidades de ensino do PAA.
Percebemos que as professoras valorizaram conhecimentos prévios dos aprendentes, buscando aprendizagem significativa, isto é, vinculadas às prática cotidianas, especialmente aos aspectos atitudinais, como o respeito ao outro, e às histórias de vida de cada um e à crença na possibilidade da mudança.
A valorização da afetividade foi um elemento diferenciador entre as turmas do PAA e as turmas convencionais. Tal fator mostrou-se altamente relevante para que os alunos passassem a obter sucesso na aprendizagem dos conteúdos propostos pelo PAA. Os principais saberes construídos pelos discentes foram a elevação do nível de letramento (5) e mudanças atitudinais na escola e na família.
A pesquisa mostrou também que o PAA possibilitou a construção de novos saberes pelos pais e professores. Atribuímos tal resultado a influência da afetividade (6) e ao envolvimento da família com o PAA.
Os relatórios do PAA e as entrevistas indicaram terem sido alcançados resultados positivos na promoção de aprendizagem e na formação ética (7).
Aprenderam discente, (8) que passaram a ter avaliação satisfatória ao longo das aulas, e aprenderam ensinantes (9), que passaram a acreditar na “pedagogia do sucesso” em substituição à “cultura da repetência”. Também aprenderam pais (10), que descobriram os benefícios do envolvimento da família com o processo educativo promovido pela escola.

5. Conclusão
Concluímos que o PAA na SEMED de Barcarena deixou de ter o objetivo de “acelerar a aprendizagem” de alunos multi-repetentes. Nos últimos anos de sua atuação o PAA passou a apenas alfabetizar discentes procedentes de turmas convencionais que não conseguiam atingir nível satisfatório de alfabetização passando a apenas realizar “promoção”, isto é a passagem para a série posterior.
A pesquisa indicou que o estabelecimento de relação afetiva entre os sujeitos da aprendizagem e a busca de construção de saberes significativos para a vida por parte dos aprendentes são elementos fundamentais no processo ensino-aprendizagem.
Notas:

  1. É preciso que o(a) educador(a) saiba que o seu ‘aqui’ e o seu ‘agora’ são quase sempre o ‘lá’ do educando. (...) ninguém chega lá, partindo de lá, mas de um certo aqui. (...) não é possível ao(a) educador(a) desconhecer, subestimar ou negar os ‘saberes de experiência feitos’ com que os educandos chegam à escola (FREIRE, 1992. p. 59).

  2. A construção do pensamento e da subjetividade é um processo cultural e não uma formação natural e universal da espécie humana. Ela se dá graças ao uso de signos e ao emprego de instrumentos elaborados através da história humana em um contexto social determinado. (VYGOTSKY apud OLIVEIRA, 1997, p.127).

  3. A aprendizagem é um processo essencialmente pautado na afetividade. (FERREIRA, GÓES, & SILVA, 2007, p. 10)

  4. Através dos conceitos de “esquema”, “assimilação”, “acomodação” e “equilibração” Piaget explica a interação que o se humano estabelece com o meio ao longo da vida. De acordo com esta concepção, entende-se que aprender é apresentar soluções a antigos ou novos problemas. (FERREIRA, GÓES, & SILVA, 2007, p. 18)

  5. No conceito de letramento está a idéia de que a aquisição e o uso social da escrita produz no indivíduo uma mudança no modo de viver resultante de uma nova aquisição cultual (a técnica de ler escrever textos) com a qual passa se relacionar diferente com o mundo (GÓES, 2006, p. 40)

  6. Henri Paul Hyacinthe Wallon, foi um dos precursores da valorização da emoção das crianças no processo de ensino aprendizagem nas salas de aula. A afetividade tem se mostrado de alta relevância no processo de aprendizagem não só das crianças, mas também dos jovens e adultos. (FERREIRA, 2006, p. 13)

  7. Em relação a função social da escola, podemos dizer que a ela cabe, ao lado da formação técnica, a formação de homens e mulheres conscientes de sua participação, nos grupos sociais em que estiverem inseridos, de forma política ética e ecológica baseada em valores que preservem a vida com qualidade e dignidade. (SILVA, 2005, p. 14)

  8. Eu não sabia nem ler, nem escrever. Quando eu entrei, eu respondia muito pra mamãe. No Projeto eu aprendi a ler, a escrever, a desenhar... o Projeto pra mim, foi muito legal porque eu aprendi muitas coisas lá. Eu aprendi outras coisas com a professora e hoje eu mudei meu comportamento. (Aluno 8)

  9. Antes eu pensava que tinha que terminar todos os conteúdos. Hoje não... se chegar o final e faltar concluir conteúdos eu tenho consciência que o ensinado foi aprendido. Não adianta encher a cabeça do aluno de coisas se ele não vai aprender nem a metade (Professora 7)

  10. Eu, mãe, aprendi muita coisa... eu não sabia nem como falar com meu filho, o Projeto envolvia a família. Eles ensinavam e educavam. (Mãe 4)

6. Referências Bibliográficas

FERREIRA, Góes & Silva. Olhar Psicopedagógico ao Projeto Aceleração da Aprendizagem em Barcarena-PA. Belém, 2007. Monografia (Especialização em Psicopedagogia Institucional) – Centro Universitário do Pará - CESUPA.
FERREIRA, Odineth Poça. Educação Emocional: uma vivência no Projeto AJA – Alfabetização de Jovens Adultos. Abaetetuba-Pa, 2006. Trabalho de Conclusão de Curso (Grau em Pedagogia) – Campus Universitário do Baixo Tocantins, UFPA.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 10 edição. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1992.
GÓES, Deuzivaldo José de Barros. Teoria e Prática: análise das práticas pedagógicas dos professores de EJA na Escola Checralla Khayat em Barcarena - PA. Abaetetuba, 2006. Trabalho de Conclusão de Curso (Grau em Pedagogia) – Campus Universitário do Baixo Tocantins, UFPA.
OLIVEIRA, João Batista Araújo. A Pedagogia do Sucesso: uma estratégia política para corrigir o fluxo escolar e vencer a cultura da repetência. Brasília:Instituto Airton Sena,1998.
OLIVEIRA, Martha Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento. Um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1997.
SILVA, Lidiany Santos da. Função social da escola: o papel social da escola na visão dos alunos. Belém, 2005. Monografia (Especialização em Administração Escolar) – Universidade Estadual do Pará - UEPA.